A experiência da vivência

Eu cheguei na ACMD meio por acaso (se é que isso existe), já conhecia o trabalho da instituição através do Destinação Criança, que se iniciou na Receita Federal, quando eu era estagiário de lá. Sabia dos projetos como as Oficinas Querô e os Núcleos Multiuso, mas nunca prestei atenção nas “Vivências” da ACMD.


Quando cheguei por aqui, logo na segunda semana já me disseram que eu participaria da próxima “Vivência”, que ocorreria em outubro. Eu já fiquei incomodado. Como vou participar de algo que não conheço? Porque ninguém por aqui fala o que realmente acontece, mas depois percebi, o quanto é importante a confidencialidade. Eu tinha um curso marcado pra fazer no dia 26 de outubro, em São Paulo, justamente em um dos dias da “Vivência”, mas que por uma série de motivos não pude realizá-lo, talvez o acaso realmente não exista e eu tinha que fazer essa “Vivência”.


Viajei à São Paulo, minha cidade natal que nunca encarei como viagem, porque mesmo não morando lá há alguns anos, a minha ligação sempre foi muito forte. Porém, realmente foi uma viagem, porque o Centro Paulus é um oásis na maior cidade do País. Um lugar cheio de árvores, bonito em cada detalhe, e com uma comida muito boa, o que estava me dando um medo muito grande, porque não teria carne, e não vivo sem carne. Aprendi que vivo sim.


Eu sou uma pessoa, que não gosta muito de falar sobre mim, este texto, por exemplo, é um desafio! Eu falo das minhas atitudes profissionais, das minhas opiniões e convicções, mas dos meus sentimentos e sensações nunca. Pra ser sincero, na “Vivência” também não falei muito, mas por opção, como é deixado claro pelos facilitadores, que são excelentes, mas falo deles depois.
Mesmo não tendo me aberto nas atividades, elas me fizeram pensar muito sobre as minhas atitudes, como filho, namorado, amigo e como profissional. Foram dois dias em que eu pude refletir sobre as minhas atitudes, e as dos outros. Me fez compreender pelo menos um pouco, alguns dos “porques”, que atormentam a cabeça de todo mundo, e não só a minha.


Agora vou falar dos facilitadores, o Camba e a Claudia são um casal fantástico, que tem uma animação muito boa, que sabem conduzir uma turma às boas risadas. O Cedotti tem a serenidade de um médico, parece que com ele não há problema, tudo pode ser resolvido. O Alexandre é uma pessoa com um alto astral muito bom, que em uma atividade, me fez refletir como existem coisas bacanas e nem percebemos. E por fim a Rosa, que tem um conhecimento extraordinário sobre o meio ambiente.


Durante a “Vivência” disse que meu sonho é ter sucesso profissional, trabalho todos os dias pra isso, tento aprender todos os dias, pelo menos um pouquinho. Aprendi que a minha realização não vai ser no dia “X”, mês “Y”, do ano “W”, mas que é o caminho até esse sucesso. Como foi dito em um dos dias da “Vivência”: A felicidade está no caminho e não no destino.
Ter experiência e sucesso é vivenciar.