Associação beneficente levará nome de Eduardo Furkini

Hoje (2 de setembro), às 19h, no Santuário Santo Antônio do Valongo será celebrada a missa de um mês do falecimento de José Eduardo Gonçalves, o “Eduardo Furkini”, umas das vozes mais atuantes no teatro santista. Ele é irmão do também ator, Alexandre Camilo (Facilitador de “Vivências” e Módulos da ACMD).


Hoje, na ocasião, será lançada a “Associação Eduardo Furkini, cujo objetivo será preservar a memória desse artista santista, e oferecer anualmente 38 bolsas de estudos gratuitas para estudantes carentes.


A Associação privilegiará áreas que tinham destaque na vida de Eduardo, entre elas: Turismo; Narração de Histórias; Primeiros Socorros e Idiomas. “Meu irmão amava viajar, nutria o sonho de ser médico e afirmava que ‘contar histórias’ era o jeito mais prático e acessível de levar cultura a um número grande de pessoas”, explica Alexandre Camilo, que também é ator e direto do Instituto Cultural Vasco Carmano.


Camilo ressalta iniciativas do irmão, que enriqueceram o teatro santista, como a fundação, em 1991, da Companhia de Teatro Era Uma Vez que continua ativa até hoje realizando espetáculos por todo país e levando o nome de Santos. “Eduardo também foi o idealizador do projeto a ‘Escola Vai ao Teatro’ que levou milhares de crianças pela primeira vez a ter contato com essa arte”, afirma. Na década de 90, Eduardo Furkini, junto com irmão Alexandre Camilo, era sinônimo de teatro para escolas, que levavam os seus alunos duas vezes por ano para conhecer a magia dos palcos.


Eduardo Furkini também esteve à frente durante oito anos do Projeto “Mil Sorrisos no Teatro”, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade de Santos. “O projeto acontecia uma vez por ano. Em um único dia eram escolhidas mil crianças que nunca tinham tido a oportunidade de ir ao teatro para terem contato com essa arte”, lembra o irmão.


Seus personagens ficarão na memória de quem teve a oportunidade de assistir, de rir e de se emocionar com seu desempenho como “Crisanto” em “A Guerra Mais ou Menos Santa”, de Mário Brasini, ou o inesquecível “Cravo” – do espetáculo “Concerto para a Vida”, “Romeu” em “Romeu e Julieta”, de W. Shakespeare. Foi criança e foi príncipe na tetralogia “Era Uma vez”, em que fazia a releitura dos quatro principais contos de fadas para crianças, de forma didática e criativa. Em “Bailei na Curva”, de Julio Conte, e “Vivendo Adolescência” arrebatou corações de adolescentes.


Furkini não se limitou aos palcos. Atualmente era o presidente do Instituto Cultural Vasco Carmano, uma Oscip, onde trabalhava com projetos sócio-ambientais e de responsabilidade social para empresas possibilitando o acesso à cultura para população carente. Além de professor de teatro em diversas escolas particulares de Santos.
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