Autoridades vão se reunir para debater sobre Evasão Escolar.


A Associação Comunidade de Mãos Dadas (ACMD) irá realizar um evento para demonstrar os resultados sobre uma pesquisa a respeito da evasão escolar em Santos.


O evento acontece em 16 de maio (segunda-feira), na sede da ACMD (Av. ana costa, 255 – 1 andar). O levantamento de dados, promovido pela Associação, foi desenvolvido pela assistente social, Hilda Rocha Senger.


A pesquisa teve como objeto de estudo as Fichas de Comunicação do Aluno Infreqüente (FICAIs) que foram encaminhadas ao Conselho Tutelar de Santos, durante o primeiro semestre do ano passado.


As fichas são emitidas pelas escolas quando um aluno falta muito (5 dias seguidos ou 10 alternados). Esse material é enviado ao Conselho Tutelar (órgão responsável por tomar providência nesses casos).


Em Santos, desde 2003, o sistema FICAI tornou-se resolução (59/2003) do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA). “A FICAI é uma grande ferramenta no combate à evasão, porque traz, a tempo, a criança de volta à escola, garantindo, portanto, o direito à educação”, comentou Eduardo Vianna Junior, Diretor Executivo da ACMD.


O preenchimento da FICAI é muito simples – há no verso de cada ficha um passo-a- passo explicando como utilizá-la. A pesquisa demonstra a importância do uso dessa ferramenta. “A FICAI revelou-se um mecanismo muito eficiente quanto ao seu propósito: ela detecta e registra o aluno infreqüente, mobiliza a escola, os responsáveis (pais), os Conselheiros Tutelares e o Ministério Público”, escreveu Hilda.


Conforme ela avaliou, a eficiência da FICAI só não é maior devido ao desconhecimento por parte de alguns atores sociais envolvidos. “Cremos ser bastante conveniente haver um trabalho mais amplo de sensibilização que envolva toda a equipe dos Conselheiros Tutelares, das escolas, etc. A FICAI é muito mais do que mera formalidade”, relatou na pesquisa.


O evento da ACMD vem satisfazer essa necessidade. Segundo a pesquisa, todas as escolas municipais preencheram FICAIs. Somando-se a essa quantidade o número de fichas emitidas pelas escolas estaduais, chega-se a marca de 396 casos. Dentre eles, 33% (o que corresponde a 133 alunos) retornaram às aulas.