Boletim repercute e médica reforça alerta

No Boletim da quinzena passada, divulgamos alguns dados sobre o uso de drogas, com ênfase entre os jovens. Como alerta complementar, recebemos a manifestação da Dra. Valeriana Leme de Moura Ribeiro, neurologista infantil, com mais de 40 anos de experiência, e professora da UNICAMP.


Ela lembra que a questão merece mais a atenção de todos, em especial com relação a gestantes. “A reflexão a respeito do uso de drogas deve envolver o crack, a nicotina, a maconha, o álcool, os energéticos e outros produtos em coquetel. Todos alteram imediatamente, com maior ou menor intensidade, o embrião e o feto em desenvolvimento no útero”.


Valeriana detalha os tipos de problemas causados, em idade fértil, particularmente na gestante adolescente. “O principal setor comprometido será o sistema nervoso central, lesando estruturas nobres, motoras, sensitivas, sensoriais (visão e audição), cognitivas, comportamentais e intelectuais”. Ela comenta ainda que o uso de drogas pode causar até a redução do tamanho da cabeça dos bebês.


A Dra. frisa que os problemas não param por ai e que podem afetar até a vida escolar das crianças. Para ela, existe ainda um complicador, pois, com freqüência, é difícil obter, da mãe, a revelação de que ela usou drogas durante a gestação. No entanto, ao avaliar o bebê, o médico pode encontrar pistas que sugerem o uso de drogas ilícitas”, comentou.


Para finalizar, Valeriana é taxativa: “Portanto, uso de drogas, não!”.


Clique aqui para ler a notícia, que divulgamos, sobre o levantamento do uso de crak.