Censo GIFE aponta investimeto R$ 3 bilhões no Terceiro Setor entre 2009 e 2014

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Logo_GIFEO Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) apresentou na tarde da última quinta-feira (10), em São Paulo (SP), o Censo que bienalmente faz sobre sua base de associados. Segundo o mapeamento, que analisou 113 organizações, dos 125 que compõem sua rede (90%), essas empresas, fundações e institutos aportaram cerca de R$ 3 bilhões no Terceiro Setor, em um crescimento 44%, entre 2009 e 2014. O valor, comparativamente, equivale ao orçamento do Ministério da Cultura que, em 2014, variou em torno de R$ 3,27 bilhões.

De maneira geral, o Censo divide os investidores em três classes:
– Predominantemente doador (18%), que destina 90% dos recursos para doação, apoiando programas de organizações da sociedade civil.
– Predominantemente executor (37%), que destina 90% dos recursos para projetos próprios.
– Híbrido (45%), que destina percentuais variados para as duas ações anteriores.

“A gente vem monitorando há bastante tempo, nos ciclos do Censo, essa relação dos investidores com a sociedade civil, cada vez mais em um contexto de restrição de recursos. O volume total investido na forma de doação a terceiros se manteve estável, com poucas variações, porque a definição do que é doação e do que é contratação de terceiros não é tão ‘preto e branco’, por isso há algum grau de sobreposição”, argumentou o secretário-geral do GIFE, Andre Degenszajn.

Em relação às áreas de atuação, 85% dos associados atuam em educação, historicamente a principal causa da Rede GIFE. As outras áreas de importante atuação são a formação de jovens (63%), cultura e artes (62%) e apoio à gestão de organizações da sociedade civil (56%).

“Os associados do GIFE, em sua grande parte, são instituições fazedoras, que operam programas e buscam impactar agendas específicas. Se para isso elas precisam trabalhar com organizações, elas o fazem. Mas não há uma percepção clara de que exista um ganho adicional ao impacto específico nas agendas ao apoiar organizações da sociedade civil. Elas são muito mais um meio para se obter o impacto do quem fim em si mesmo, do que a gente poderia falar de um valor democrático, que é importante ter organizações fortes”, disse Degenszajn.

Mais informações no site do GIFE.