Concurso de boas práticas: debate sobre trabalho infantil nas escolas

Entre 2005 e 2009, diversas ações em escolas do Paraguai buscaram capacitar e mobilizar professores, alunos e pais sobre as piores formas do trabalho infantil. Essas ações foram desenvolvidas a partir da metodologia SCREAM, da OIT, em parceria com o Ministério da Educação daquele país. Na última etapa do projeto, as ações alcançaram mais de 21 mil alunos e 5501 professores em 380 instituições de ensino.


Os alunos puderam aprender sobre a temática e realizaram ações de sensibilização e conscientização junto à comunidade. Organizaram reuniões sobre o trabalho infantil, aplicaram pesquisas sobre o tema a professores, pais de família e outros alunos e divulgaram informações em meios de comunicação como o rádio e jornais locais.


As ações tiveram grande repercussão entre as pessoas, com aumento do interesse da mídia sobre o assunto, e o aumento de denúncias de violação dos direitos infanto-juvenis. Outro resultado importante foi o estabelecimento de uma equipe permanente no Ministério da Educação, que dá continuidade, de forma sustentável, às ações iniciadas a partir do projeto.


De acordo com informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem cerca de 215 milhões de crianças trabalhadoras no mundo. No Brasil, esse número chega a 3,5 milhões de crianças. O trabalho infantil estimula a baixa escolaridade, a evasão escolar, a pobreza, causa danos emocionais, oferece riscos à saúde, além de causar prejuízos à formação psicológica e convívio familiar e social.


Se você conhece alguma instituição que desenvolve um trabalho semelhante, aproveite para conhecer o Concurso de Boas Práticas para a Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Trabalho Adolescente na América Latina e inscrever esse projeto – a inscrição pode ser feita em etapas, mas você já pode começar a preencher desde já.


Para mais informações acesse o site.