Crescimento das ONGs


O número de ONGs quase dobrou em Santos, nos últimos cinco anos. Em 2000, havia, na cidade, 98 entidades cadastradas. Hoje são 173 – um aumento de 76,5%. Esses dados foram obtidos por meio de um levantamento realizado pelo Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).



Os relatórios anuais fornecidos pelas próprias ONGs aos Conselhos Municipais foram a base para a pesquisa. É importante lembrar que só enviaram esses documentos as ONGs que já recebem algum tipo de subsídio referente a verbas parlamentares ou doações empresariais.



Logo, aquelas que não recebem tais benefícios não foram contabilizadas no levantamento. Então, pode-se afirmar que esse aumento das ONGs é, na realidade, ainda maior. Estima-se que gira em torno de 20% a mais. Também conforme demonstrou a pesquisa, 60% dessas entidades de Santos atuam na área da criança ou social. Já o restante age no setor da saúde, do meio ambiente, dentre outros.



A situação santista é uma tendência nacional. Segundo o estudo “As Fundações Privadas e as Associações Sem Fins Lucrativos no Brasil 2002“, existem, no País, 500 mil instituições sem fins lucrativos (fazem parte desse universo as organizações da sociedade civil, os sindicatos, os clubes, os hospitais, as universidades, etc). Desse total, por volta de 276 mil são ONGs. Esse número cresceu 157% num período de dez anos, uma vez que em 1996, a quantidade de ONGs, no Brasil, era de 105 mil.



Essa análise nacional foi promovida pelas seguintes instituições: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), A Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (Abong) e o Grupo de Instituições, Fundações e Empresas (Gife).