Empresas restringem publicidade para crianças

Desde a última terça-feira (25 de agosto) a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) e a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) se comprometeram a não fazer publicidade voltada para crianças e pré-adolescentes.
 
O principal objetivo das empresas é dar valor aos componentes nutricionais, deixando de lado as atitudes persuasivas da publicidade, em uma fase da vida em que o ser humano está passando por uma transformação física e psíquica.
 
Países desenvolvidos como os Estado Unidos, Canadá e parte da Europa já adotam medidas semelhantes. Algumas empresas que têm suas matrizes nesses locais, já estavam com medidas internas nesse sentido, mas o compromisso foi firmado em várias indústrias da mesma categoria.
 
Segundo o comunicado da ABIA, “as limitações são para inserções publicitárias em televisão, rádio, mídia impressa ou internet que tenham 50% ou mais de audiência constituída por crianças abaixo de 12 anos”. A publicidade não deve ocorrer em escolas, “exceto quando acordado ou solicitado pela administração da escola para propósitos educacionais ou esportivos”.
 
É importante lembrar que a atitude do compromisso firmado é da ABIA e ABA, e não está regulamentado no Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar).