Entidades de Santos firmam compromisso contra violência de crianças e adolescentes

A cidade de Santos abriga cerca de 5.200 pessoas com deficiência intelectual. Para garantir que não ocorra nenhum tipo de violência, sobre tudo a crianças e adolescentes, a APAE São Paulo, o Centro Espírita Beneficente (CEB) 30 de Julho, o CMDCA, a Defensoria Pública e o Conselho Tutelar, estiveram reunidos, recentemente, para assinar um termo, que norteia as boas práticas de prevenção, identificação e intervenção em situações de violência.


O documento será enviado para a Promotoria da Infância e Juventude e para o Juizado da Vara Infância e Juventude. O documento também será enviado para todos os setores que atendem crianças que tenham algum tipo de deficiência intelectual. Desde escolas, especiais ou não, até ONGs com atividades complementares a sala de aula.


A coordenadora municipal de saúde da criança e adolescente da prefeitura de Santos, Célia Cristina Lopes Machado, afirma que é de suma importância o preenchimento da Ficha de Notificação, quando os professores observarem que a criança foi vítima de violência, seja ele física, psicológica, ou sexual. Depois do registro, uma cópia deve ser encaminhada para o Ministério da Saúde e outra para Secretaria Municipal de Saúde.


Para Márcia Cristina Rebelo, que é assistente social e gestora de projetos no CEB 30 de julho, é preciso ter políticas baseadas numa visão sistêmica e de integração, para garantir que nenhuma criança sofra de qualquer violência. Ainda de acordo com ela, os casos de violência ultrapassaram as barreiras do ambiente familiar, uma vez que a família reproduz o que a sociedade faz. Por isso a importância de debater sempre esse assunto.