Esperança e fé* Eduardo Vianna Junior

Nossa mensagem para as festas que se aproximam tem um objetivo maior que simplesmente desejar Feliz Natal e um 2003 próspero. A ACMD gostaria que todos nós pudéssemos parar um pouquinho e refletir sobre o significado desta história, iniciada há mais de dois mil anos. Será que já a Responsabilidade Social não estava conduzindo os Reis Magos? Não importa o credo ou a tradição que cada um siga. Nesse momento o importante é a fé que conduz nossas vidas e nos une na causa que escolhemos: a busca de uma sociedade melhor e mais justa.O natal sempre tem o que nos ensinar. Ano a ano, mais que festas, temos muito a refletir e celebrar. Começamos por aí: celebrar o quê? O nascimento de alguém que sabemos ter morrido de forma implacável, injusta e sofrida?Esse é um bom começo de celebração! A esperança! E isso também nos ensina algo mais. Celebrarmos o nascimento mesmo sabendo da morte. Isso é esperança! Está aí uma fonte de energia para os que trabalham a favor da justiça.E ainda há mais! Só a mangedoura no dia 25 é pouco! E a mulher grávida no lombo de um burrico, deserto a fora? Na juga puxada por José. Enquanto um governante ordenava matar todas as crianças, três reis viram, entenderam e seguiram um sinal! Dividiram um pouco do que tinham para ajudar o início da vida daquele Menino. Saíram de um território distante, entenderam o significado daquela luz. E tem gente que diz ser a Responsabilidade Social algo novo! Ou mais um modismo.Esse é um forte ensinamento: a esperança! Mas há outro: a fé! Que sem ela a esperança acaba! O Menino nasceu e ainda jovem morreu! Mas ressuscitou! Disse Ele ter vindo para que todos tenham vida, e em abundância. Disse ser o caminho, a verdade e a vida. Chamou de felizes, bem aventurados os humildes. E morreu na cruz, mas se hoje celebramos sua vida, cremos nele.Então temos fé! Uns mais, outros menos, alguns nem se apercebem mas é a nossa fé em Deus e em seu Filho que nos faz celebrar o Natal. Qual uma canoa no oceano, nossa fé nos conduz! Sabemos de sua existência, mas nos detemos com o mar. Não deixemos ela virar, afundar ou se perder. Pois sabemos que com esperança e fé autênticas seremos capazes de juntos sermos felizes e fazermos os outros felizes também!*Eduardo Vianna Junior é Diretor Executivo da Associação Comunidade de Mãos Dadas