Expedição do Greenpeace passa quatro dias em Santos

Em uma época em que um dos assuntos mais discutidos é o aquecimento global, o Greenpeace viaja o mundo a bordo do navio “Artic Sunrise”, com a expedição “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora”, para alertar sobre a importância dos oceanos no equilíbrio do clima. Foi com esse objetivo que a ONG esteve, em Santos, do dia 25 a 29 de março, onde realizou um seminário sobre mudanças climáticas e abriu a embarcação para visitação.


A primeira parada do Greenpeace, organização global que atua em defesa do meio ambiente e na promoção da paz, foi no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. No local, cuja área abriga várias espécies de peixes, invertebrados, raias e aves, foram feitos mergulhos recreacionais e pesquisa subaquática, ambos com a intenção de mostrar à sociedade como aproveitar o Parque sem prejudicar o ecossistema. Além disso, foi estendida uma faixa em frente à Laje, com o alerta: “proteja os oceanos para salvar o clima”.


 A expedição teve inicio em janeiro e passou pelas cidades de Manaus (AM), Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), e Rio de Janeiro, antes de ancorar em Santos. Depois, o ‘Artic Sunrise’ seguiu para a Argentina e, posteriormente, vai para o Chile. Sendo que só no tempo em que esteve no Brasil subiram a bordo do navio pessoas de várias nacionalidades: americanos, holandeses, filipinos, indianos, canadenses, italianos, alemães, argentinos, além dos brasileiros.


Oceanos – Em cada município, em que esteve o Greenpeace abordou um ou dois temas. Em Santos, o alerta foi sobre a importância dos oceanos e o clima. Segundo o Greenpeace, os mares são os responsáveis por retirar 90% do CO2 lançado na atmosfera. Entretanto, apenas 0,8% da zona costeira marinha brasileira está sob proteção. Esse índice é menor que a média mundial, que é de 1%.


Artic Sunrise – A embarcação, de bandeira holandesa, foi construída, em 1975, e era utilizada para caçar focas, motivo pelo qual foi perseguida por ativistas do Greenpeace. Hoje, a tripulação do navio é composta por 15 pessoas, sendo que durante as expedições ainda conta com a colaboração de voluntários.