Fundação Casa apresenta melhores resultados nas Unidades

Adolescentes das unidades da Fundação Casa estão há oito meses sem promover rebeliões ou motins. Alguns dos fatores para a melhora no trabalho de assistência foi: a descentralização do atendimento possível por meio da construção de unidades menores no interior do Estado, a separação dos adolescentes de acordo com o grau de periculosidade, além da educação continuada e acompanhamento médico e psicológico.


Os números referentes a rebeliões e motins vêm diminuindo. Durante o ano passado, por exemplo, houve apenas três ocorrências. Em 2005, foram 53. Estatísticas que diferem, de 1999, quando a antiga Fundação Estadual do Bem-estar do Menor (Febem) registrou mais de 20 motins nos Complexos Imigrantes, Tatuapé, Raposo Tavares e Franco da Rocha, quando fugiram 2.252 internos.


Atualmente, a Fundação Casa possui 5.300 internos. São garotos e garotas que cometem infrações graves – a maior parte (45,6%) por roubo. Essa determinação de internação somente em casos graves ajudou a diminuir o número de internos — existem mil vagas ociosas no sistema.


Hoje, existem 27 cidades que passaram a se responsabilizar pelas crianças e adolescentes em conflito com a lei, em 39 pequenas unidades. Algumas com trabalhos bem-sucedidos devido ao cuidado de organizar a assistência segundo as necessidades específicas dos jovens da localidade.