Fundação Casa encerra o ano com queda nos índices

Graças ao baixo custo e muito relacionamento pessoal e investimento em qualificação, o Programa de Apoio Especializado (PAE) está tendo bons resultados na recuperação de adolescentes infratores na Fundação Casa, em Cubatão. Segundo dados da antiga Febem (Fundação Casa), a média de reincidência estadual no crime é de 22%, já os números de 2007 não passam de 4% (aproximadamente cinco vezes menos do que o verificado no Estado). Isso com um orçamento de R$ 50,6 mil neste ano.


 


Segundo Antônio de Pádua Maia de Azevedo, presidente da Associação Cubatense de Capacitação para o Exercício da Cidadania, gestora do PAE, a reestruturação do ambiente familiar tem se mostrado o caminho mais curto para a recuperação do adolescente. Ele diz que esta é a maneira mais acertada, pois quando o infrator sai da unidade, e encontra a família junto ao PAE, aumentam as chances do programa ser encarado com mais naturalidade pelos adolescentes. Com estas medidas, as ações evoluem da internação para a liberdade assistida.


 


Ainda conforme Pádua informou, com dia-a-dia cercado de criminalidade é o maior complicador nos esforços para a recuperação dos adolescentes, eles tendem a não iniciar os estudos no Ensino Médio.


Uma das medidas na tentativa de atender a demanda vai ser mapeá-los, por meio de uma pesquisa quantitativa. Isso deve acontecer em 2008, para saber qual a quantidade de adolescentes almejam cursos profissionalizantes.


 


O PAE organiza as visitas dos pais aos filhos e os acompanha, isso graças ao apoio da Prefeitura, que fornece o transporte até as unidades da Fundação, que encerrou o ano com queda nos índices negativos, que refletem melhorias na recuperação dos infratores.


 


Para Edmur Mesquita, vice-presidente da entidade, que assumiu o cargo há apenas três semanas, o Estado está passando por um processo de mudança de paradigmas que trará avanços ainda mais relevantes nos próximos anos. Esta mudança está ligada a construção de 25 novas unidades, que serão erguidas e administradas em parceria com as prefeituras e a sociedade civil organizada, sendo que quatro delas ficarão na Baixada Santista (duas em Praia Grande, uma em Santos e uma em Mongaguá).


 


Mesquita destaca a redução no número de rebeliões: em 2006 foram 28 e em 2007 foram somente cinco. Dessas rebeliões ocorridas, nenhuma aconteceu em uma das 27 unidades erguidas dentro desse modelo.


 


A partir desse ano, a Fundação Casa deverá ampliar as atividades culturais e esportivas existentes dentro das unidades, além de buscar o oferecimento de cursos técnicos através da Fiesp.