I Encontro Municipal de Abrigos de São Paulo


Nos próximos dias 31 de maio e 1º de junho, acontece o seminário inicial do “I Encontro Municipal de Abrigos para Crianças e Adolescentes de São Paulo”. Essa iniciativa abrangerá mais cinco seminários, cujo encerramento ocorre em novembro. Os eventos são gratuitos, com vagas limitadas. Um grupo formado por 10 instituições – da sociedade civil e também da área governamental – é responsável pela organização.



A temática do primeiro encontro é “Abrigo: projeto político pedagógico, ação em rede e o direito a convivência familiar e comunitária”. Na ocasião, vai ser lançado o livro “Quero voltar para casa” – O trabalho em rede e a garantia do direito à convivência familiar e comunitário para crianças e adolescentes”.



A idéia do livro surgiu durante a realização da pesquisa: “Por uma política de abrigos em defesa de direitos das crianças e adolescentes na cidade de São Paulo”, organizada pela Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em parceria com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e as ONGs Aibi (Amici dei Bambini) e Fundação Orsa no ano de 2004.



Na época, a pesquisa diagnosticou que a maioria de crianças e adolescentes abrigados possui família. A maior causa de abrigamentos é a falta de condições econômicas dessas famílias para criarem seus filhos. O trabalho apontou para a necessidade de se investir em políticas públicas de apoio à família como o objetivo de se garantir o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar.



“Quero voltar para casa” é mais um fruto do trabalho em conjunto de todas estas entidades. Em 2005, um projeto piloto de capacitação de todos os agentes de trabalho da rede de atendimento a crianças e adolescentes foi implantado na região de Guarulhos e do Vale do Ribeira.



“O livro será mais um instrumento para a implementação deste trabalho em rede”, explica Dayse Cesar Franco Bernardi, presidente da AASPJ-SP. Após seu lançamento, a obra será distribuída a todas as Varas da Infância e Juventude do Estado. “O principal objetivo de todo esse trabalho desenvolvido pelos parceiros é o de priorizar a convivência familiar e garantir que o abrigo seja uma medida excepcional e provisória, conforme estabelece o ECA”, completa.


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