Implantação do NAI é debatida


Diversas autoridades e membros de entidades ligadas à garantia dos direitos da criança e do adolescente se encontraram, em Santos, em 6 de abril, para debater sobre a instalação do Núcleo de Atendimento Integrada (NAI).


A ACMD estava representada por seu Diretor Executivo, Eduardo Vianna Junior, e pelo Assessor Jurídico, Carlos Alberto Ferreira Mota. Eles entregaram, na ocasião, cerca de 40 cópias de um artigo do jornalista Gilberto Dimenstein, publicado na Folha de São Paulo, em 20 de março. O texto demonstra os benefícios alcançados pela região de São Carlos, depois que o NAI foi implementado.


Após quatro anos de funcionamento da unidade, a taxa de reincidência criminal ficou dez vezes menor do que a média nacional. Segundo o texto, uma das razões desse sucesso é o atendimento multidisciplinar e o envolvimento da família.


O encontro foi marcado por alguns impasses. A cúpula da Polícia Civil na região não quer transferir a Delegacia da Infância e Juventude (DIJU) para o prédio, onde seria instalado o NAI de Santos (imóvel em que antigamente abrigava o IML, ao lado do 2 distrito).


A justificativa da Policia Civil é que ela não pode ser responsabilizada pela guarda dos adolescentes. Afirmam ainda que a permanência na DIJU dos jovens infratores, que deveria ser de somente cinco dias, segundo o ECA, acaba na prática se estendendo. E que isso também aconteceria no NAI.


Já aqueles que são favoráveis à transferência, como é o caso da ACMD, acreditam que, ao ser instalada no NAI, a DIJU ganhará uma melhor infra-estrutura. Além disso, o NAI tem uma enorme vantagem: concentra em um único local uma rede integrada de profissionais (psicólogo, educador, assistente social, delegado, conselheiro tutelar, juiz e promotor)