Instituto Vladimir Herzog defende direito à justiça e à vida


Com a missão de contribuir para a reflexão e produção de informação voltada ao direito à justiça e ao direito à vida, o Instituto Vladimir Herzog foi constituído em 25 de junho de 2009. É uma organização sem fins lucrativos e com neutralidade político-partidária que busca atingir seus objetivos baseando suas ações em três pilares, preservação da história do Brasil, promoção de trabalho de comunicação e arte e desenvolvimento de debates e palestras.


Mostra a história do Brasil com foco especial a partir do Golpe de 1964 e tendo como centro de referência a própria história do jornalista Vladimir Herzog, com a formação de um acervo multimídia que já conta com doações da Fundação Padre Anchieta, Família Herzog, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, entre outras instituições, e reedição de jornais da época.


A ONG também se preocupada em divulgar, orientar e premiar de trabalhos de comunicação, que abordem temas referentes ao direito à vida e o direito à justiça da sociedade. O Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, é o mais conhecido. Além dele, outras novas premiações são desenvolvidas pelo Instituto. Entre as novidades, destaca-se o Prêmio Fernando Pacheco Jordão Jovem Jornalista voltado exclusivamente para estudantes de Jornalismo e Comunicação Social.


Há também o desenvolvimento de palestras, debates, cursos e treinamentos nos assuntos das áreas correlatas à comunicação, como por exemplo, a discussão sobre o diploma de jornalista, análise de novas mídias, a nova linguagem jornalística na era da internet.


Biografia – Vladimir Herzog nasceu em 1937, na cidade de Osijsk, Iugoslávia, imigrou para o Brasil em 1942, tentando fugir do Nazismo. Naturalizou-se brasileiro, estudou Filosofia na USP, iniciou na carreira de jornalista no O Estado de São Paulo e também foi professor da Universidade de São Paulo (USP).


Trabalhou na BBC de Londres durante Golpe de 1964. Em 1968, retornou para o Brasil, trabalhou em publicidade, na revista Visão e em 1975, foi convidado para ser diretor de jornalismo da TV Cultura. No mesmo ano, agentes do governo repressor da época investigavam sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em outubro de 1975, o jornalista fora intimidado para “prestar esclarecimentos”. Ao se apresentar Vladimir (nome dado no Brasil para “Vlado”) Herzog foi torturado para confessar ligações com o PCB e morto em seguida.