Ipea faz nova pesquisa sobre Ação Social das Empresas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) está novamente em campo para investigar o envolvimento do empresariado brasileiro com a questão social. Cerca de quatro mil empresas do Sudeste e do Nordeste, de todos os portes e setores econômicos, foram selecionadas para compor a amostra da segunda edição da Pesquisa Ação Social das Empresas. Os resultados do levantamento nacional, relativos a 2000, revelaram que 59% das empresas realizaram voluntariamente algum tipo de ação em benefício da comunidade. Com esta nova pesquisa, pretende-se dar início a uma série histórica, para que a sociedade possa identificar possíveis mudanças nessa área. As duas regiões que estão sendo pesquisadas respondem por cerca de 70% dos empreendimentos privados no Brasil. “Teremos um novo retrato do investimento social das empresas bem próximo ao perfil nacional”, avalia Anna Maria Peliano, diretora de Estudos Sociais do Ipea e coordenadora-geral da Pesquisa. Segundo ela, a primeira edição do levantamento no Sudeste analisou dados relativos a 1998 e no Nordeste, informações de 1999. Agora, estão sendo levantados dados de 2003, o que permitirá identificar possíveis mudanças, nesse período, no envolvimento do setor privado com a sociedade. Para o presidente do Ipea, Glauco Arbix, os resultados darão ao empresariado informações para que possam melhorar a eficiência de suas iniciativas no campo social. Além disso, possibilitarão ao Governo rever mecanismos de estímulo à realização de ações em benefício da comunidade. “É preciso aumentar a esfera do público, introduzindo novos atores que, junto com o Estado, possam impulsionar mudanças necessárias à construção de uma sociedade mais justa”.Esta nova edição vai levantar alguns dados novos como os motivos pelos quais as empresas não atuam no social; se as parcerias com governos e ONGs estão acontecendo; e se as atividades de voluntariado empresarial estão sendo realizadas fora ou no horário do expediente. A Pesquisa Ação Social das Empresas conta com o apoio da Rede-IPEA e a colaboração financeira do BID e do Escritório da CEPAL no Brasil.