Jovens querem educação e trabalho, segundo pesquisa

Foi divulgada recentemente a pesquisa “Juventude e Integração Sul-Americana”, realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e Instituto Polis. O estudo ouviu 960 jovens e especialistas em juventude, de seis países: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. O objetivo foi levantar os anseios, para pautar as políticas públicas voltadas aos jovens.


 


Ao todo foram retratados 19 grupos de jovens (entre 15 e 29 anos) ou situações. Entre elas, seis demandas ganharam destaque. A mais presente nas agendas dos segmentos juvenis foi Educação. Além da qualidade e gratuidade, os jovens reivindicam a aproximação dos estudos com a qualificação profissional e a continuidade da formação escolar.


 


Conforme a pesquisa, o trabalho é a segunda questão mais contundente. “De maneira geral, percebem-se jovens profundamente apreensivos pelo ingresso no mercado”, destaca o relatório. A preocupação é resultado da precaridade das condições de trabalho,do desemprego (que na faixa de 15 a 24 anos na América Latina, é de 16% contra uma média de 5% entre adultos, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho – OIT).


 


Outras quatro demandas foram destacadas pelos jovens durante a pesquisa: direito à circulação (como por exemplo, o transporte gratuito para jovens que querem estudar), o acesso a manifestações culturais, o direito à segurança (a violência entre os jovens brasileiros foi associada por eles à ação das polícias e ao tráfico de drogas) e a ecologia.  


 


Nos itens educação e trabalho, por exemplo, o relatório recomenda mais qualidade para garantir aprendizagem nos moldes do século 21, maior flexibilidade nas grades curriculares e nos horários para atender a diferentes situações e condições de vida, e investimento em educação e formação profissional adequadas às demandas do mercado de trabalho. 


 


As  amostragens por grupos pesquisadas, no Brasil, foram as seguintes: cortadores de cana (São Paulo), estudantes secundaristas que participam do movimento passe livre (Bahia), operadores de telemarketing (São Paulo), participantes do movimento hip-hop (Pernambuco), jovens de projetos sociais (Rio de Janeiro) e participantes do Acampamento Intercontinental da Juventude (Porto Alegre) integram o estudo.


 


Em todas as demandas identificadas, o relatório final aponta recomendações, que serão encaminhadas às instâncias dos governos que elaboram políticas para a juventude nos países pesquisados.


Foto divulgação do site: www.ibase.br