Levantamento sobre exploração sexual em Praia Grande

Foi feito um levantamento sobre a exploração sexual em Praia Grande. É resultado de análise realizada, nos últimos seis meses, pela Associação Santista de Pesquisa, Prevenção e Educação. Foram ouvidos profissionais do sexo, moradores e adolescentes explorados sexualmente na Cidade. 


 


Uma das conclusões do estudo mostrou que, no município, não existe a presença de redes formais de aliciamento, mas há um sistema velado, protagonizado por “amigos” e parentes das vítimas que as convencem a usarem os seus corpos para ganhar dinheiro. As adolescentes entrevistadas foram iniciadas ainda muito novas, por “amigas” ou figuras da família, como tios ou padrastos. Nenhuma das jovens em situação de exploração sexual ouvidas estava na escola.


 


Com relação à clientela, são pessoas tanto da cidade, quanto de fora, nomeadas pelas adolescentes como “ empresários”. Os encontros geralmente ocorrem antes da meia-noite em motéis da região que não exigem as identidades do casal. Alguns depoimentos referem-se a estabelecimentos que fazem o contato para viabilizar o programa.        


 


Este diagnóstico é um material rico para futuras intervenções, segundo os responsáveis pelo levantamento, pois mostra que o Município  possui exploração sexual das principais formas e que este problema é metropolitano e, justamente por isso, não depende somente das ações locais para ser eliminado. Exige também um enfrentamento metropolitano, que depende da quebra do silêncio por parte da sociedade.


 


 


 


Veja alguns dados coletados:


 


 


 


>> Entre a comunidade , 56% acreditam que as jovens se envolvem na exploração sexual por maus-tratos e 69%, pela precariedade das políticas publicas. Para 75% os problemas sociais são culpados e 81% apontam a perda de valores morais como o principal motivo.


 

>> Entre os profissionais do sexo entrevistados, 65% eram homens; 70%, brancos; e 85%, com curso superior completo. A média de idade foi 42 anos.