Mudanças climáticas e a ação humana

Na última segunda-feira (4 de maio), por volta das 15h30, o céu de Santos escureceu e logo vieram os raios, trovões e uma chuva de granizo, seguida por rajadas de ventos de até 70 quilômetros por hora, que provocaram quedas de árvores e até uma colisão entre navios atracados no Porto.


Isso aconteceu quase quatro meses depois de um fenômeno atípico registrado na Baixada Santista. Em 14 de janeiro, quando ventos de até 90 quilômetros por hora causaram destruição em Santos, Guarujá e São Vicente, e que mais uma vez, trouxeram à tona, na época, questões sobre os efeitos da ação humana no meio ambiente.


Até pouco tempo, dizia – se que não existiam furacões no Hemisfério Sul, mas tal teoria foi derrubada com o primeiro furacão da história do Brasil, o Catarina, registrado em março de 2004. Diferente do que foi constatado anteriormente, as águas do Oceano Atlântico Sul não chegavam a 28 graus Celsius, temperatura necessária para que ocorressem fenômenos como o Catarina.


Fatos como esses são amostras da velocidade das mudanças climáticas que vêm acontecendo, devido, em grande parte, às ações do homem. O aquecimento global, por exemplo, fez com que a temperatura no mundo subisse de um a dois graus em 30 anos. O ano passado foi o mais quente nos últimos 60 anos, segundo a Organização Meteorológica Mundial, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a temperatura está de um a dois graus acima da média.


Dentre os efeitos climáticos ocasionados pelo aquecimento global, estão: as pancadas de chuvas, períodos mais prolongados de secas e rajadas de ventos mais fortes. No caso de Santos, a cidade está situada nos chamados cânions urbanos, que são corredores artificiais de ventos formados devido a edificações muito altas, dificultando a circulação dos ventos para o interior da Cidade. As mudanças climáticas em grandes proporções e em um período curto de tempo prejudicam não apenas o ser humano, mas a flora e a fauna de todo o planeta.