Novas técnicas são desenvolvidas para diminuir o uso de agrotóxicos

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde o ano passado. Ao todo são gastos US$ 2,5 bilhões na compra desses produtos, que segundo o Ministério da Saúde são a segunda causa de intoxicação da população brasileira, ficando atrás apenas dos medicamentos.


Em abril deste ano, uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que vários alimentos estão com concentração de agrotóxicos acima do recomendado para o consumo humano. Alguns dos produtos líderes em contaminação por uso excessivo de agrotóxicos são, respectivamente, o pimentão, a uva e a cenoura.


Uma opção para os agrotóxicos seria o uso de defensivos naturais. Atualmente, são realizadas no País pesquisas nesta área, e já existem mais de 53 opções desses produtos. Esses defensivos agrícolas naturais são mais baratos que as substâncias sintéticas e não causam danos à saúde, nem ao meio ambiente.


O que são os agrotóxicos — Os agrotóxicos são substâncias químicas (herbicidas, pesticidas, hormônios e adubos químicos) utilizadas em produtos agrícolas e pastagens, com a finalidade de preservá-los contra a ação de seres vivos e substâncias nocivas.


A utilização desse produto químico teve inicio na década de 20. No Brasil, foi utilizado sobre tudo para combater vetores agrícolas nas décadas de 60. Hoje, os agrotóxicos estão presentes em vegetais (verduras, legumes, frutas e grãos), açúcar, café e mel. Podendo, inclusive, ser encontrados em alimentos de origem animal (leite, ovos e carnes), que podem ter sua musculatura contaminada. Já no caso do leite e ovos, é possível correr a contaminação por meio da água ou ração.


Insetos — Os insetos são uma das maiores esperanças no controle de diversas pragas que ameaçam as lavouras. E o Brasil é, hoje, a referência mundial no chamado “controle biológico” de pragas. Uma técnica que utiliza os insetos para combater outros insetos. Dentro deste contexto, o País já exportou minúsculos ácaros para países africanos com a finalidade combater outros ácaros que estavam dizimando plantações no Quênia e Zimbábue.


Outra técnica que vem sendo desenvolvida por pesquisadores brasileiros, e que permitirá a diminuição do uso de agrotóxicos, baseia-se na premissa que se há uma praga em determinada lavoura haverá também um predador. Dentro disso, é necessário ajudar o predador a combater a praga.