Novo ponto de coleta de óleo de cozinha em Santos

Encaminhar o óleo de cozinha usado para a reciclagem evita a contaminação de rios, lagos e do solo. Esse reaproveitamento é ainda mais importante devido a seu volume, por se tratar de um produto muito presente em nosso dia-a-dia. Agora, a cidade de Santos já tem um novo ponto de coleta – que fica na Superbanca (associada à ACMD), localizada à Rua Alexandre Martins, 139 – Aparecida. Essa iniciativa está sendo realizada em parceria com a Marins Resíduos.


O óleo de cozinha usado é um resíduo muito poluente e com um alto poder de contaminação. A simples atitude de não jogá-lo no lixo ou no ralo da pia, contribui muito para o meio ambiente. Tanto a SABESP, quanto o CEMPRE (Compromisso Empresarial para a Reciclagem) afirmam que a cada litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água. O acúmulo desse tipo de resíduo causa entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. E ainda, para remover o óleo e desentupir os encanamentos são usados produtos químicos altamente tóxicos.


Os danos não param por aí: a presença de óleo nos rios cria uma barreira que dificulta a entrada de luz comprometendo, portanto, a oxigenação da água e prejudicando a base da cadeia alimentar.


Também pode impermeabilizar o solo e causar enchentes. A Fundação Ambientalista (FUNVERDE) diz que com o óleo de fritura que deixa de ir para o ralo, as caixas de gordura dos prédios ganham uma vida útil muito maior, reduzindo em até 75% os gastos com manutenção. Já a Resolução nº 362, de junho de 2005, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) “proíbe quaisquer descartes de óleos usados ou contaminados em solos (…) e ainda não considera sua combustão ou sua incineração como formas de reciclagem ou de destinação adequada”.