Novos casos de bulliyng, e agora também com adultos

A preocupação com o bullying é crescente em todo o mundo. Fato positivo, que encoraja as vítimas a denunciarem cada vez mais. Conforme dados publicados recentemente na Imprensa, o Brasil já contabiliza cerca de 156 mil casos confirmados – sendo 3,4 mil deles no Estado de São Paulo. Além disso, começam a ser mais recorrentes os relatos dessa prática entre adultos. O que antes não vinha à tona.


Na semana passada, o Jornal A Tribuna fez duas matérias sobre o assunto. Na primeira divulgou os números citados acima – e também os da Baixada Santista, a qual contabiliza aproximadamente 50 casos  confirmados. A reportagem lembrou ainda que o bullying trata-se de uma agressão psicológica ou física (feita por um indivíduo ou grupo) de modo intencional e repetitivo, em detrimento de uma vítima que sofre e, na maioria das vezes, não tem como se defender sozinha.


Na matéria seguinte, o mesmo veículo relata, agora, casos ocorridos com adultos. No primeiro, um rapaz que trabalhava como operador foi demitido, depois de uma série de queixas ao seu supervisor. O foco das reclamações era o bullying, praticado por seus “Colegas” de trabalho. Segundo consta, eles o chamavam de “burro” e o hostilizavam por ter uma tatuagem.


Em outro caso, uma universitária era constantemente ridicularizada por estar acima do peso e por ter cabelos crespos. Ela diz ter, na época, procurado a coordenação da faculdade, mas nada foi feito para coibir tais constrangimentos.


Já no âmbito da mídia nacional, o Programa Fantástico (da Rede Globo), no último domingo, também trouxe o bullying novamente como pauta. Em uma reportagem especial, reuniu educadores e pais para debater o tema de maneira geral. Dois dos presentes contaram ter sido vítimas desse sofrimento na infância e que, até hoje, sentem conseqüências desses traumas.


Bullying e a lei – O Brasil não tem uma lei federal contra o bullying. Nesses casos, a orientação que se dá, tanto na escola, quanto na faculdade ou trabalho é que as vítmas procurem os supervisores e tentem chegar numa relação cordial.


Mas, já existe um projeto de lei, que propõe que as ações de combate ao bullying sejam detalhadas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, aguarda votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.


A proposta, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF) quer incluir entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino a promoção de ambiente escolar seguro e a adoção de estratégias de prevenção e combate a intimidações e agressões. Confira abaixo alguns estados e municípios que adotaram leis de combate ao bullying:


Estado do Rio Grande do Sul – lei prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas estaduais e privadas de ensino básico e de educação infantil sancionada no ano passado.


Estado do Rio de Janeiro – uma lei aprovada, no ano passado, prevê punição das escolas que não denunciarem funcionários e alunos que praticarem o bullying. A Assembleia Legislativa aprovou outra lei de caráter mais educativo para a promoção do combate a esta prática nas escolas.


Município de São Paulo – a cidade tem uma lei de 2009, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab que determina que as escolas públicas da educação básica do município deverão incluir em seu projeto pedagógico medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar.


Município de Belo Horizonte – a Câmara Municipal aprovou em segundo turno dois projetos de lei que têm como objetivo impedir trotes violentos e bullying.  


Clique aqui para acessar a matéria do Fantástico.


Clique aqui para reler uma matéria que a ACMD fez, no ano passado, contendo uma cartilha que orienta a respeito.