Operação na “cracolândia” identifica pelo menos 20 grávidas que consomem crack

O uso do crack na gestação é tema de estudos na área de saúde nas últimas três décadas, e o assunto voltou à tona nos últimos dias, quando houve operações policiais realizadas na região da “cracolândia” no centro São Paulo. De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo desta quinta-feira, a operação revelou que pelo menos 20 usuárias estão em fase de gestação.


Os bebês dessas mulheres tendem a nascer prematuros e com atraso de desenvolvimento. Também têm mais chances de apresentar sequelas neurológicas, retardo mental, deficit de aprendizagem e hiperatividade.


Estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com dez grávidas que vivem na cracolândia, obtido com exclusividade pela Folha, mostra que apenas duas estão fazendo o pré-natal. Seis grávidas fumavam até dez pedras por dia. As demais chegavam a consumir 20 pedras.


O Centro Anticrack previsto para fevereiro é o principal investimento da Prefeitura de São Paulo para dar apoio a dependentes de drogas da “cracolândia”, o Complexo Prates, capaz de atender até 1.200 pessoas ao dia, será inaugurado mesmo incompleto. O projeto, cuja construção custará R$ 8 milhões, fica a um quilômetro da “cracolândia”. O espaço terá área de recreação, banho e descanso e abrigos para adultos e crianças. A previsão é de que o complexo comece a funcionar em 8 de fevereiro.