“Pensar global, agir local… ”

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sustentabilidade1As mudanças climáticas e suas conseqüências projetadas para os anos de 2030, 2050 na verdade se anteciparam. Enchentes em um canto, seca em outro. Dias de verão no inverno, e de inverno no verão… E a dengue que seria “sazonal”, avançou pelo ano inteiro. A ponta da nossa praia que tínhamos próxima ao Aquário já não temos mais, foi coberta por pedras imensas, para “proteger o asfalto”, do avanço do mar…

A migração ainda mais forte de paulistanos para o litoral nos finais de semana de baixa temporada para “lavar roupa” em suas casas e apartamentos de veraneio, onde ainda há água… Aparente abundância de água por aqui, que sabemos não ocorrer no verão intenso… O que poderá acontecer?

Nossos governantes, seja de qual partidos forem, não conseguem se entender para administrar a escassez, que hoje é de um, mas amanhã será do outro. A presidente da Sabesp informa que seu silêncio para informar à população da gravidade da crise hídrica foi imposto por superiores!!??

Poderíamos nos questionar: quais as causas de tudo isso? E com certeza encontraremos muitas explicações, mas a grande maioria delas terá em comum em suas raízes a atuação do ser humano com seu estilo de vida. E é importante cada um de nós perceber-se como parte do problema, mas podemos também se assim decidirmos e quisermos, fazer parte da solução.

E esta é a boa notícia: podemos mudar esta realidade e temos como fazê-lo, mas para sermos bem sucedidos teremos que ir juntos: indivíduos, empresas, governos e ONGs.

Ousamos dizer que o momento exige uma pacífica revolução, nos moldes da Revolução Industrial no que diz respeito às inovações necessárias, e nos moldes da Revolução Francesa quanto ao novo paradigma do pensamento global.

Podemos citar alguns passos importantes nas inovações como: remunerar agricultores para o manejo adequado de nascentes e florestas; equipamentos que transformam plástico em combustível, ou tem a capacidade de produzir água a partir da umidade do ar. A possibilidade de transformarmos nossas casas e empresas em unidades de produção de energia fotovoltaica (a partir dos raios solares) e nos ligarmos ás redes convencionais como fornecedores de energia.

Em termos de políticas públicas avanços importantes como a Lei de Resíduos Sólidos ou o “IPTU Sustentável” que se espalha por inúmeros municípios do Brasil, gerando benefícios aos contribuintes que agem pela sustentabilidade em seus imóveis, captando água da chuva, plantando árvores nas calçadas, criando pisos permeáveis, praticando a separação dos resíduos, utilizando fontes alternativas de energia renovável, entre outros.

Enfim, são apenas alguns exemplos na busca de uma nova economia de baixo carbono.

Porém, para irmos juntos a um novo patamar e reconquistarmos o equilíbrio do planeta, o ser humano precisará avançar em sua consciência e maturidade. As nossas competências e habilidades precisarão considerar esta nova demanda urgente. Precisaremos avançar nos padrões de ética e responsabilidade social. O desenvolvimento sustentável é um caminho a ser construído caminhando, para lembrarmos Paulo Freire.

Como contribuição para aprofundarmos deste debate, estaremos no próximo dia 04 de Dezembro, em um ciclo de palestras gratuitas refletindo sobre estes temas e traçando possibilidades para nossa região tanto no âmbito empresarial, governamental como de liderança pessoal. Todos as nossas lideranças estão convidadas.

A frase de Edgar Morin que dá o título a este artigo nunca esteve tão urgente em sua implementação. E um suposto paradoxo (um filósofo nos convocando para ação) requer uma nova prática na vida de cada um.

Assim poderemos alcançar nossa versão brasileira para o que nos trouxe Morin, e construir o pensar global com uma nova consciência individual capaz de criar uma nova liderança das pessoas para o adequado agir local.

Autores: Lúcia Helena Cordeiro, Marcelo Monteiro, Eduardo Vianna Jr.

Confira os links citados no texto

Inventor Japonês cria máquina que transforma plástico em óleo combustível.

Brasileiro cira máquina que transforma ar em água. Clique aqui.

Trabalhadores ganham dinheiro recuperando áreas degradadas. Clique aqui.