Pesquisa encomendada pelo “Nossa São Paulo” traz dados sobre infância

O Movimento Nossa São Paulo encomendou uma pesquisa sobre os Indicadores de Referência de Bem-estar do Município (IRBEM). No levantamento, continham alguns dados a respeito de crianças e adolescentes – os quais foram divulgados, nos últimos dias, pelo Portal da Agência de Notícias do Direito da Infância (ANDI).


Segundo a pesquisa de satisfação realizada com a população – cuja escala de pontos vai de 0 a 10 – o quesito proteção à infância e adolescência recebeu nota 4,3. Esse assunto, já considerado ruim no ano passado (4,8), infelizmente, conseguiu piorar ainda mais na opinião dos paulistanos, caindo 0,5%. Espera-se que manifestações como estas sirvam de alerta às autoridades responsáveis.


A situação também se complica em quesitos como cultura e esportes: 44 distritos aparecem sem nenhum livro infantojuvenil (para a faixa de 7 a 14 anos) e 55 distritos não possuem equipamentos esportivos.


O levantamento mostrou ainda problemáticas locais. Em Marilac (extremo sul da Capital), por exemplo, 20% dos bebês nascem de mães com menos de 19 anos. Já a Vila Andrade, no Campo Limpo, tem 94% dos seus moradores vivendo em favelas – o que, certamente, representa queda na qualidade de vida dessas crianças e jovens.


Os paulistanos também se mostraram preocupados com a segurança de seus filhos e familiares, com índice de satisfação caindo de 5,1 para 4,6. O estudo revelou que 89% da população se sente pouco ou nada segura em São Paulo, apresentando medo da violência e do tráfico de drogas. Talvez seja por isso que seis em cada dez paulistanos afirmaram que sairiam da cidade se pudessem.