Pesquisa mede impacto da internet entre crianças e adolescentes

A maioria dos pais de crianças e adolescentes, entre 9 e 16 anos, esperam que as escolas se encarreguem de ensinar a seus filhos sobre o uso seguro da internet. Esse foi um dos resultados obtidos pela pesquisa TIC Kids (Tecnologias da Informação e Comunicações), divulgada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI).


Entrevistou 1580 pais e 1580 crianças e adolescentes (com faixa de idade entre 9 e 16 anos). A metodologia utilizada é baseada em um sistema da London School Of Economics (instituição de ensino superior britânica).


O levantamento é recente e teve como objetivo tentar mensurar o impacto da internet entre os jovens. Segundo o estudo, além da escola, os familiares esperam que os meios de comunicação (57%) e o governo (30%) interfiram na educação a respeito da utilização mais segura da rede mundial de computadores.


Dos pais entrevistados, 29% citaram a importância de famílias e amigos em serem fontes de informações sobre segurança. De modo geral, os responsáveis demonstraram confiar nas atividades dos filhos quando acessam a internet: 71% consideram que as crianças utilizam a internet com segurança. Porém, há um contraponto. De todos os adultos ouvidos, menos da metade (47%) não usam a internet.


O levantamento também mostrou que das crianças e adolescentes questionados, 14% informaram já ter tido, ao navegar na web, algum contato com mensagens relacionadas a ódio (contra pessoas ou grupos de pessoas); 10% tiveram acesso a conteúdos sobre maneiras para emagrecer e 9% disseram já ter visto páginas que falam ou compartilham experiências sobre o uso de drogas.


A pesquisa apontou ainda que as atividades que as crianças mais declararam fazer na web foram usar para trabalho escolar (82%), visitar um perfil em uma rede social (68%) e assistir vídeos na web (66%).


Porém, quando questionados sobre a frequência, 53% informaram que usam redes sociais todos os dias. A mesma porcentagem respondeu que utiliza aplicações de mensagens instantâneas diariamente. Quanto às atividades escolares, 13% declararam recorrer à rede para esse fim, diariamente.