Pesquisa nacional reforça importância das creches

Foi divulgada recentemente uma pesquisa nacional a respeito das creches. O levantamento, feito em todo o País, ressaltou a relevância dessas ferramentas – que estão, inclusive, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na ocasião, foram entrevistados homens e mulheres, acima dos 16 anos, de 70 diferentes municípios.


O estudo é uma realização do Instituto Patrícia Galvão – Pagu e do Ipsos. A pesquisa mostrou que a responsabilidade de cuidar de uma criança, enquanto os pais estão trabalhando é da famíalia para 47% e do estado para 42%, o restante não soube responder. Levando em consideração os três níveis de Governo, a maioria dos entrevistados defende que essa responsabilidade cabe à Prefeitura, a manifestação está coerente com o que determina a Lei (ECA).


Ao analisar por regiões, o destaque é para o Sudeste, onde a responsabilização dos órgãos públicos pelo cuidado às crianças chega a 57%.


Já nos extremos do Brasil, a maioria alega que esse dever é uma responsabilidade da família/mãe, em vez do Estado – sendo 69% no Sul e 62% no Nordeste. Por outro lado, as regiões Norte e Centro Oeste apresentaram equilíbrio – ficando, em média com 52% nesse quesito.


Ainda no aspecto regional, o Norte e Centro Oeste são as que tiveram a análise mais negativa em relação às creches: 33% as consideram ruins ou péssimas. Em contrapartida, as regiões Sul e Sudeste, são as que melhor avaliaram as creches: 56% e 58% como ótimas ou boas, respectivamente.


A avaliação das creches é mais positiva nos municípios do interior, onde 57% consideram o desempenho como ótimo ou bom. Nas regiões metropolitanas, este número cai para 44%, e nas capitais, para 39%. Tanto nas capitais quanto nas regiões metropolitanas, 30% dos entrevistados consideram as creches regulares e 17% e 19%, respectivamente, as consideram ruins ou péssimas.


Sobre os fatores mais importantes em relação às creches, 32% das mulheres, independentemente da classe social, apontam o número de vagas como o fator mais importante, seguido de horário de funcionamento (25%) e localização (21%).


Quando questionados sobre a idade que a criança tem que começar a frequentar a escola, 26% acham que esse inicio deva ser antes dos 4 anos. Fato que mostra um baixo nível de conhecimento sobre a idade para a qual o ensino é obrigatório no Brasil, visto que apenas 18% responderam corretamente.


O que diz a legislação


Segundo a Emenda Constitucional nº 59, de 11/11/2009, a educação básica deve ser obrigatória a partir dos 4 anos.