Pesquisa traça perfil de crianças e adolescentes que vivem em abrigos

Os resultados do Levantamento Nacional de Abrigos para Crianças eAdolescentes, realizado pelo IPEA, foram divulgados no último dia 14, no Colóquio Internacional sobre Acolhimento Familiar, evento promovido pela Associação Brasileira Terra dos Homens, Unicef e Ministério Público RJ, no Rio de Janeiro. A pesquisa envolveu 589 programas de abrigos (88%) das instituições que recebem recursos da Rede de Serviços de Ação Continuada (SAC), do Ministério da Assistência Social. Os abrigos pesquisados estão majoritariamente localizados na região Sudeste (49,1%), seguida pela região Sul (20,7%) e pela região Nordeste (19,0%). Mais de um terço dos abrigos encontram-se no estado de São Paulo.Realizado a pedido da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, do Ministério da Assistência Social e do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), o levantamento traz informações relevantes sobre o perfil dos abrigados por faixa etária (segundo sexo, raça e cor); se os mesmos mantém o vínculo familiar; se freqüentam escolas e qual o motivo de ingresso nas instituições, entre outros. Em relação aos abrigos,serão apresentados dados sobre quantos apóiam a reestruturação familiar; qual atendimento oferecem; se há orientação religiosa; se realizam serviços para a comunidade; como são financiados e qual a situação em relação à promoção do direito à convivência familiar e comunitária definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para o Colóquio Internacional sobre Acolhimento Familiar, vieram especialistas internacionais e nacionais. Durante três dias, eles discutiram essa modalidade alternativa ao abrigamento de crianças e adolescentes vítimas de violência. Experiências da França, Inglaterra, Argentina e Brasil foram apresentadas e tiveram seus resultados avaliados. A pesquisa realizada pelo Ipea dará subsídio para traçar o perfil e avaliar a situação de cerca de 20 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos e que recebem verba federal.Clique aqui para ver a pesquisa