Projeto piloto utiliza smartphones no combate ao analfabetismo, em Santos

Santos foi uma das quatro cidades escolhidas no Estado de São Paulo, para a realização do projeto piloto chamado PALMA. Consiste na utilização de smartphones no combate ao analfabetismo de jovens e adultos. Os demais municípios participantes são Ourinhos, Franca e Itatiba.  


O objetivo é desenvolver competências básicas de leitura e escrita por meio digital. Para isso, jovens e adultos em estágio inicial de alfabetização receberam gratuitamente um telefone celular tipo smartphone, por meio do qual acessam diariamente o programa. Lições sonorizadas desenvolvidas a partir do método fônico complementam a alfabetização em cinco níveis: alfabeto, sílabas simples, sílabas complexas, vocabulário e interpretação de texto.


Iniciado no último mês, o PALMA é uma ação conjunta da Fundação Telefonica|Vivo – com as empresas Vivo, , Nokia e a IES2. No total, 120 alunos e cerca de 10 educadores participarão do projeto. Os aparelhos utilizados pelos participantes foram cedidos pela Nokia e para viabilizar o acesso ao conteúdo, a Vivo ofereceu a conexão gratuita de dados e SMS, e a consultoria para o desenvolvimento do aplicativo.  


Em Santos, a escola escolhida para participar do PALMA é a UME Profa. Therezinha J. S. Pimentel (localizada no morro São Bento). O critério de seleção foi feito entre as escolas, que como esta, já fazem parte do Projeto Aula, outra iniciativa da Fundação Telefônica/Vivo.


Como avaliar o desempenho?


O desempenho será medido ao final de cada atividade, através de um sistema de monitoramento instantâneo, via mensagem SMS. Após o envio das mensagens, o sistema aufere o rendimento da classe e com isto a professora tem o mapa individualizado do aluno. Os mesmos dados também poderão ser acessados pelo diretor da escola e pelo secretário municipal da educação.


A duração do programa PALMA é de dois anos, seguindo o mesmo tempo de duração dos cursos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do governo federal, compreendendo três áreas: Português, Matemática e Ciências. Em 2011, o programa foi testado com 160 alunos da rede pública – obtendo resultados positivos e se configurando como uma solução viável para acelerar a queda do analfabetismo.


Situação no Brasil


Informações detalhadas do CENSO 2010, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deixa clara a dificuldade de erradicação do problema, especialmente entre pessoas com mais de 15 anos. De acordo com os dados, existem 14,1 milhões de analfabetos plenos e mais 35 milhões de analfabetos funcionais. Segundo a UNESCO (2010), cada ano de escolaridade aumenta a renda individual em até 10% e, a cada ano adicional de escolaridade, aumenta a média anual do PIB em 0,37% (Relatório de Desenvolvimento Humano, 2005).