Unesco lança maior biblioteca virtual do mundo

Lançada na última terça-feira (21 de abril) pela a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a Biblioteca Digital Mundial, a maior do gênero no planeta, permite o acesso gratuito ao acervo de grandes bibliotecas. Ao todo 32 instituições de diversos países colaboraram com o portal, entre elas, a Biblioteca Nacional do Brasil.


O site possui dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filme e gravações. O conteúdo fornecido por instituições de  nações como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel, Japão e Brasil, foi digitalizado e traduzido para sete idiomas — árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e português.


Os idiomas escolhidos são as principais línguas da ONU (Organização das Nações Unidas). Essa diversidade de traduções está ligada também ao objetivo do endereço eletrônico que é de desenvolver o multilinguismo e garantir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais.


Histórico — A ideia de uma biblioteca virtual gratuita foi de James Billington, ex-professor de Universidade de Harvard e diretor da Biblioteca do Congresso americano, desde 1987. Billington aproveitou o retorno dos Estados Unidos a Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para apresentar o projeto, baseado em sua experiência na digitalização de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.


Navegar pela Biblioteca Digital Mundial é viajar pela a história do planeta. A página inicial do site é um mapa mundial — dividido em América do Norte, América Latina e Caribe, Europa, África Setentrional e Oriente Médio, África, Ásia Meridional e Ásia Central, Ásia Oriental, Sudeste da Ásia e Oceania e Pacífico. Em cada um desses itens, são exibidas imagens de personagens históricos dessas localidades.


Entre os documentos, há obras de importância cultural como “O Conde de Genji, do século 11, um romance japonês, considerado um dos mais antigos do mundo; o maior manuscrito medieval, conhecido como a Bíblia do Diabo; manuscritos científicos árabes e as primeiras fotografias da América Latina, além do primeiro mapa que menciona a América. O documento mais antigo do site, até o momento, é uma pintura de oito mil anos, com imagens de antílopes ensangüentados, da África do Sul.


Desde o lançamento, o portal vem recebendo novos conteúdos, pois pretende-se que a ampliação do acervo seja constante.