UNICEF e Governo do Distrito Federal lançam campanha contra racismo na infância

As Secretarias de Estado da Criança e de Promoção da Igualdade Racial do Governo do Distrito Federal, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), lançaram no dia 26 de março a campanha “Por uma infância sem racismo”. A iniciativa conjunta tem como objetivo conscientizar a população da capital do País sobre o impacto do racismo nas crianças e nos adolescentes.


O lançamento da campanha aconteceu no Auditório Dois Candangos, no Campus Universitário Darcy Ribeiro. Na ocasião, houve assinatura do Protocolo de Intenções entre o UNICEF e as Secretarias da Criança, de Promoção e Igualdade Racial, de Educação, de Saúde, de Cultura, de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, da Mulher, de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, além da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).


A campanha foi lançada nacionalmente pelo UNICEF e parceiros em 2010. Desde então já teve adesão de várias organizações e governos municipais como São Paulo (SP), Contagem (MG), Salvador (BA), Vitória (ES), Nova Iguaçu (RJ). Além de chamar atenção para os impactos do racismo na infância e adolescência, aponta para a necessidade de quebrar o círculo vicioso do racismo para valorizar a diversidade étnica e racial por meio de 10 dicas. A iniciativa também tem como objetivo a criação e o fortalecimento de políticas públicas que promovam iniciativas de redução das disparidades existentes.


Estudo realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) – usando como referência os dados do Censo Demográfico 2010, do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema Único de Saúde (DataSus) – revela, entre outras coisas, que a população negra do Distrito Federal é a que enfrenta maior dificuldade para ingressar nos primeiros anos de estudo.


A maior dificuldade de acesso da população negra à educação está nos primeiros anos de estudo, quando a diferença fica em torno de 5% em relação a população não negra – de 0 a 3 anos e 4 a 5 anos. Já um levantamento feito por grupo de idade e sexo, os negros de 4 e 5 anos são os que apresentam maior dificuldade de acesso à escola em relação à população não negra, que representa 8%.


Conheça o site da campanha.