Violência urbana e de guerra prejudicam diretamente a educação

Tanto a violência urbana, quanto à de guerra, trazem prejuízos diretos ao processo educacional de crianças e adolescentes. Em linhas gerais, esta foi uma das principais conclusões de um relatório, lançado pela Unesco, agora, em 1º de março.


No caso brasileiro, há um alerta. Apesar de não ter guerra no País, segundo o documento, a violência urbana – fruto do tráfico de drogas e de armas – produz impactos semelhantes à existência de um combate bélico. Fatos como este podem ser constatados no dia-a-dia de algumas comunidades cariocas.


Em sua maioria crianças moradoras dessas localidades chegam cansadas à escola, por não conseguir dormir à noite, devido aos tiroteios. O medo, que elas sentem, também atrapalha bastante no desenvolvimento psicossocial – o que desemboca na aprendizagem.


Na guerra – Em períodos de guerra, propriamente ditos, o relatório contabilizou, que atualmente, cerca de 28 milhões de crianças pelo mundo ficam privadas de estudar, por causa dos conflitos armados.


A pesquisa mostra ainda que apenas 2% do total de recursos arrecadados pela ajuda humanitária são investidos na área educacional. A maior parte é destinada a reconstruções físicas (casas, hospitais, ruas e estradas etc). Pelo documento, dados de 2008 revelaram que 31% das crianças em idade escolar, nessa situação, não estudaram.